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Kalmia latifolia L.

Arbusto perene que cresce até aos 3-9m de altura. Folhas 3-12 cm de comprimento e 1-4 cm de largura. Flores em forma de estrela, de vermelho a branco passando por todos os tons de rosa e pontilhadas de rosa intenso, ocorrendo em grupos. Floresce entre Maio e Junho. Raizes fibrosas em emaranhados densos. Todas as partes da planta são venenosas.

Planta referenciada em 1624 e traziada da América do Norte para a Europa no séc. XVIII, pelas suas características ornamentais. Actualmente tem inumeras variedades desenvolvidas nos Estados Unidos por viveiristas com variação da intensidade dos ponteados até à formação de bandas; tonalidade rosa geral da flor e formas nanicantes do arbusto. Prefere solos levemente ácidos e luz filtrada por folhagem.

O nome do género foi dado por Lineu em honra do Professor Pehr Kalm que enviou exemplares a a este e observou esta espécie em vários estados americanos: Pensilvânia, Nova-Jersey e Nova-Iorque, aparecendo frequentemente nas encostas de colinas, por vezes em bosques. Afirmou que "floresciam mais nas vertentes norte das colinas, especialmente onde fossem intersectadas por ribeiros"; acrescenta que, "quando todas as outras árvores perderam os seus ornamentos estas espécies davam vida aos bosques pela verdura da sua folhagem e que por volta de Maio, estava coberta com uma profusão de flores de beleza sem rival."

descrições de Pehr Kalm traduzidas e adaptado de http://chestofbooks.com/

Kalmia latifolia L.
Evergreen shrub growing to 3-9 m tall. Leaves are 3-12 cm long and 1-4 cm wide. Flowers are star-shaped, ranging from red to pink to white and dotted in crimson pink, occurring in clusters . It blooms between May and June. Roots are fibrous, matted. All parts of the plant are poisonous.

Plant referenced in 1624 and brought to Europe from North America in the 18th century, for its ornamental features. There are numerous cultivars developed in the United States by nurserymans with variation of the intensity of the spots, forming bands; general pink tone of the flower and nana forms of the shrub. It prefers sligthly acidic soils and broken sunlight.

Genus name given by Linnaeus in honor of Professor Pehr Kalm who sended samples to him and observed this species in various provinces of the United States, as Pensylvania, New-Jersey, and New-York, growing most commonly on the sides of hills, sometimes in woods. He stated that "it flourished most on the northern sides of the hills, especially where they were intersected by rivulets"; he observes, that "when all the other trees had lost their ornaments, this enlivened the woods by the verdure of its foliage, and that about the month of May, it was covered with a profusion of blossoms of unrivalled beauty."

observations of Pehr Kalm transcripted and adaptation from http://chestofbooks.com/

Coincidências?

Ao completar o primeiro ano de visitas regulares a Monserrate, apercebi-me que assisti a um ciclo completo. Os Metrosideros robusta estão de novo a florir, apenas ligeiramente adiantados. Ao vê-los achei estar a assistir ao fim de um ciclo que se fechou.
Fui procurar fotos de Metrosideros robusta e tive que reescrever este post. Gosto particularmente de fazer montagens fotográficas dos antes e depois, e já reparei que quando tiro uma fotografia a uma planta procuro aquele que é o ângulo que transmite melhor o que quero mostrar. Frequentemente é apenas um. Por isso já aconteceu ter disparado uma foto ao passar por um Dicksonia squarosa numa das minhas primeiras visitas ainda sem saber o que via. Quando fui propositadamente à sua procura meses mais tarde, tirei uma foto desse mesmo exemplar, pensando que era a primeira vez que o via. De facto era a primeira vez que o via sabendo o que estava a ver. Quando assim é, a minha memória não esquece o que vê. Depois de uma observação cuidada e de dar uma volta completa ao exemplar escolhi exactamente o mesmo ângulo da foto meses antes, como viria a descobrir mais tarde quando andei a escolher fotos desta espécie. Não fiquei espantado por ter repetido acidentamente uma foto de um ângulo semelhante. A foto da esquerda foi tirada a 3Mp e a da direita a 5Mp. Fotos tiradas à tarde, com o mesmo enquadramento de forma não intencional enquanto passeava algures no relvado principal, com a mesma luz, no mesmo dia do ano só que com 365 dias de intervalo entre si. As semelhanças são notáveis.

Entre uma e outra, vi algumas florações que não acontecem todos os anos como as dos Doryanthes palmeri. Outras como as das Furcraea parmentieri são literalmente terminais, tanto no sentido de ocorrerem no terminus (no ápice em vez de ser nas axilas) como no sentido de após esta floração o exemplar morre, produzindo sementes e possivelmente afilhando na base, gerando novos indivíduos ou clones, respectivamente. Assim há manutenção da espécie. Mas só ao chegarem a um ano meteorologicamente apto decidem, como em secreto acordo, iniciar o irreversível processo de floração.

Outras como o elusivo e surpreendente Asplenium hemionotis, espécie autóctone a que ouvi chamar asplenio-de-folha-de-hera tantas vezes, foi-me mostrado por um novo amigo. Num sítio em que passei muitas vezes ao lado e que nunca tinha ido, e logo uma colónia inteira desta espécie tão rara.

As coincidências muito raramente o são. A coincidência do meu aniversário com o primeiro ano de visitas regulares é consequência de escolher ir para lá nesse dia do ano. Talvez o facto, de neste dia ter encontrado sozinho uma espécie cujo nome nunca tinha lido nas antigas listas de espécies; que nunca tinha ouvido falar; que nunca tinha visto, não o seja também. Certamente não fui o primeiro a vê-la florir sobre aquele caminho centenário. Mas foi como um grande segredo que ainda ninguém me tinha contado. Será coincidência, no dia em que me ocorreu já ter visto tudo, ver algo completamente inesperado num sítio onde tinha passado inúmeras vezes? Um arbusto velho e nobre que ainda nem tinha merecido uma etiqueta entre as dezenas de milhares já colocadas. Uma Kalmia latifolia!

Agora sei que nunca irei ver todas as espécies que lá existem. Sei também que sempre que voltar haverá algo que já lá estava e nunca tinha visto. Gosto de estar por lá, em Monserrate, e pode ser apenas uma coincidência ter descoberto a Kalmia latifolia hoje mas pareceu-me que Monserrate gosta de me ter por lá, também.

Rosa chinensis "Viridiflora"

La Rose Vert. Descoberta na China por altura de 1833. A roseira que mais floresce entre todas, tem uma flor composta por brácteas castanhas e verdes todas emaranhadas! Uma curiosidade que tem lugar nos locais excêntricos do jardim e na composição de ramos.

in Rosas Antigas e Silvestres de Eléonore Cruse.

Três exemplares foram colocados em Maio de 2009 em Monserrate, no Antigo Roseiral pela Associação dos Amigos de Monserrate.
Provenientes dos viveiros de Peter Beales: http://www.classicroses.co.uk/

Rosa chinensis "Viridiflora"
La Rose Vert. Discovered in China around 1833. The shrub rose that flowers the most among every other, it has a flower made of brown and green bracteas all tied up. A curiosity that has place in the most excentric spots of the garden and in flower arrangements.

translated from Rosas Antigas e Silvestres by Eléonore Cruse

Three specimens were placed in May 2009 at Monserrate, in the Antigo Roseiral by the Friends of Monserrate Association.
Provinance from Peter Beales nurserys: http://www.classicroses.co.uk/

Furcraea parmentieri

A florir por todo o lado. / Flowering everywhere.

Doryanthes palmeri W.Hill ex Benth.

Herbácea grande que cresce em rosetas. Folhas glabras, lanceoladas com 3 m de comprimento e 20 cm de largura. Inflorescência até 5 m de comprimento, com folhas até 30 cm de comprimento; cabeça floral até 120 cm de comprimento, com até 350 flores. Flores vermelhas ou castanho-avermelhadas, 6-12 cm de diametro, viradas para cima ou ligeiramente para os lados. Fruto ovóide com 7-9 cm de comprimento, as sementes têm 15-22 mm de comprimento. As flores ocorrem no fim do verão até ao outono.

Ocorre no sudeste de Queensland e no nordeste de New South Wales em afloramentos rochosos, expostos e em solos inférteis ou rochosos. Surge nas banda de vegetação ao longo do topo das arribas ou em socalcos nas vertentes rochosas, em charnecas de montanha próximas da floresta subtropical, floresta temperada ou eucaliptal húmido.

Os exemplares de Monserrate florescem em simultâneo em anos particulares como 2008, sendo certamente regulados pela variação meteorológica de ano para ano.

Traduzido e adaptado de: http://www.threatenedspecies.environment.nsw.gov.au


Doryanthes palmeri W.Hill ex Benth.
Giant Spear Lily

Large herbaceous plant that grows in a rosette. Leaves are hairless, sword–shaped, 3 m long and 20 cm wide. Flowering stalk up to 5 m high, bearing shorter leaves to 30 cm long, flower head up to 120 cm long bearing up to 350 flowers. Flowers are red or reddish–brown, 6–12 cm long, and upright to slightly spreading. The fruit is egg-shaped and 7–9 cm long, seeds are 15–22 mm long. Flowers occur in late summer to autumn.


Giant Spear Lily occurs in southeast Queensland and northeast New South Wales on exposed rocky outcrops on infertile soils or on bare rock. It grows in a narrow band of vegetation along the cliff-tops and on steep cliff-faces or rocky ledges in montane heath next to subtropical rainforest, warm temperate rainforest or wet eucalypt forest.

The specimens at Monserrate produce the flower stalks simultaneously in specific years like 2008, being regulated by the meteorologic variations from year to year.

Adapted by from: http://www.threatenedspecies.environment.nsw.gov.au

Magnolia figo(Lour.) DC. var. figo

(= Liriodendron figo Lour.)
(= Magnolia fuscata Andrews)
(= Michelia fasciata (Adrews) Vent.)
(= Michelia fuscata (Andrews) Blume)
(= Liriopsis fuscata (Andrews) Spach)

Arbusto ou pequena árvore policaule, densa, erecta, persistente. De copa arredondada. Atinge uma altura de 3 a 3,5m, tende a ser menor se em boa exposição solar. Folhas 10 x 4cm acuminadas, verdes-escuras a verde-claras, pubescentes na página inferior, lustrosas na página superior. Raminhos muito pubescentes que os tornam castanhos. Flores fragrantes com cheiro que varia entre banana e vinho do Porto, com 4cm de diâmetro, amarelo-claro com rebordo e nervura central castanho-avermelhado no exterior e o interior nesta última. Tronco castanho-acinzentado.

Usado geralmente como arbusto isolado pode ser usado em vasos grandes. Pode ser conduzido para se tornar uma pequena árvore como no caso do espécime de Monserrate. Prefere solos bem drenados, orgânicos e acídicos com humidade. Cresce bem em pleno sol ou numa posição ensombrada. As plantas à sombra crescem mais alto que as em posição exposta, tornando o exemplar de Monserrate de particular nota pelas suas dimensões. Desenvolvem uma flecha sem necessidade de grande poda formativa. É bastante resistente ao ambiente urbano.

Magnolia figo (Lour.) DC. var. figo
Dense, upright, evergreen shrub or small, multi-trunk tree with a rounded canopy. It attains a height of 3 to 3,5m. Leaves 10 x 4 cm acuminate, dark-green to light green with brown hairs on the underside, lustrous on the upperside. Brown hairs cover the green twigs so densely that appear to be brown. Flower fragrant, smelling from banana to Port wine with 4cm of diameter, light-yellow with edge and main nerve in reddish-maroon and in this colour on the inside. Trunk is grayish-brown color.

Generally used as isolated shrub it might be used in a large container. It can be trained into a small tree like in the case of the specimen of Monserrate. Prefers a well-drained, acid and organic humid soils. It grows well in full sun or a mostly shaded location. Shaded plants grow taller than sunny positions making the Monserrate's specimen particularly notable by it's stature. Plants develop a central leader with little formative pruning required. It is quite urban tolerant.

Rosa "Souvenir de Mme Leonie Viennot"

(Gloire de Dijon x planta desconhecida)
Criada em Lyon, França, em 1897 por Alexandre Bernaix e lançada no mercado no ano seguinte.

Madame Léonie Viennot foi a mulher de um pequeno viveirista, com créditos de apenas uma rosa em seu nome, um híbrido perpétuo, Marechal Vaillant, que produziu em colaboração com Jamain em 1861. Alexandre Bernaix, reconheceu M Viennot dando a uma rosa o nome de sua mulher, um elogio frequente.
Souvenir de Mme Leonie Viennot, é uma rosa noisette de chá trepadora. Tem muito longa duração, vigorosa e saudavel. As suas flores são rosa intenso com subtons de amarelo pálido e cobre, e docemente fragrante a chá. Tem pétalas grandes, de forma livre, com muitas pétalas. É uma das primeiras a florir na primavera, e repete esporadicamente até ao outono, florindo mais intensa e menos prolongadamente em pleno sol. A sua folhagem é frequentemente grande, abundante, de verde médio, alongada e acuminada, muito típica dos híbridos de chá.

Rosa "Souvenir de Mme Leonie Viennot"
(Gloire de Dijon x unknown seedling)
Raised at Lyon, France, in 1897 by Alexandre Bernaix and released in the next year.

Madame Léonie Viennot was the wife of a small breeder, with only one rose credited to his name, a hybrid perpetual, Maréchal Vaillant, which he produced in collaboration with Jamain in 1861. Alexandre Bernaix, acknowledged M. Viennot by naming a rose after his wife, a common compliment.
Souvenir de Mme Leonie Viennot, is a climbing noisette Tea rose. She is very long lived, vigorous and healthy. The blooms are rich pink with undertones of primrose yellow and copper, and docemente fragrante a chá. It has large loosely shaped blooms, with many petals. She is one of the first to flower in spring and repeats sporadically until autumn, flowering more heavily and less prolongly in full sun. It's foliage is often large, plentiful, mid-dark green, long and pointed, very much that of a Tea.

Textos complementado com dados de: / Texts complemented with data from:
http://www.rosarosam.com/
http://www.cfgphoto.com/

Thunbergia coccinea Wall.

Thunbergia coccinea Wall. ex D. Don, Prod. Fl. Nepal. 120. 1825; Wall., Tent. Fl. Nepal. 1: 48, t. 37.1824; T. Anders., J. Linn. Soc. Bot. 9: 448.1868; Clarke in Hook. f., Fl. Br. Ind. 4: 394.1885; Trimen, Handb. Fl. Ceylon 3: 289. 1895, in obs.; Bremek., Verb. Kon. Ned. Akad. Wetensch. Afd. Natuurk., Tweede Sect. 50(4): 43. 1955. Type: India, Assam, Griffith 1055 (BM).

Stem extensive, woody; branches long. Leaves ovate to ovate-lanceolate, to 7-18 X 4-10 cm, 3-5-nerved from base, acute at apex. Flowers 3 in axils of bracts; bracts ovate, to 3.8 x 2 cm, concave; pedicels to 3 cm, bent at base; bracteoles oval-oblong, to 3.5 x 2.5 cm; calyx-ring crenulate; corolla orange-red; tube infundibular, to 2.8 cm long; lobes obovate-oblong to broadly obovate, 1.3-1.5 cm broad, recurved. Capsule globose, to 1.5 cm broad; beak to 3 cm long.

as in http://www.botanicgardens.gov.lk/

Brugmansia sanguinea subsp. sanguinea

Podem-se ver flores de Brugmansia sanguinea das quintas de Sintra pendendo sobre as estradas sinuosas. Esta foi fotografada em Monserrate em 2002. Francamente espantosa, as folhas e flores distinguiam-se lá no alto, não se percebendo de onde vinham. Era dificil perceber qual era o respectivo tronco. Lembro-me que se reclinava o seu troco fino sobre outros para ascender. As flores mais baixas estavam a cerca de 4m acima do chão. Não se localizava junto à Capela mas mais à frente na mesma encosta. Aparentemente era a única. Não fui capaz de reencontrar esta árvore. Suponho que se terá perdido durante os abates de árvores mortas e invasivas que foram feitas naquela área. Ainda existe um exemplar na área dos antigos viveiros. Como um eco do passado soam as impressões de Saint-Victor de Monserrate em 1891:
(...) esta ruína ao lado da qual aparece a primeira Brugmansia sanguinea com os seus longos tubos amarelos e vermelhos. É uma árvore de 4 metros que produz um efeito extraordinário. E que encontramos mais em repetidos distintos momentos neste parque maravilhoso. (...)
traduzido de: PORTUGAL Souvenirs et Impressions de Voyage de G. de Saint-Victor

Brugmansia sanguinea subsp. sanguinea
One can see flowers of Brugmansia sanguinea from Sintra's quintas hanging over the sinuous roads. This one was photographed at Monserrate in 2002. Quite astonishing, the distinguishable leaves and flowers high above seemed to come out of nowhere. It was difficult to determine which was the respective tree trunk. I recall that it leaned its slender trunk on others to ascend. The flowers were at least 4m above the ground. It was not located adjacent to the Chapel but further more in the same hillside. Apparently it was the only one. I wasn't able to find this tree once again. I suppose it was lost during dead and invasive trees cut downs that were made in that area. There is still one specimen at the old nursery's area. As an echo from the past sounds de Saint-Victor's impressions at Monserrate in 1891:
(...) aside this ruin shows up the first Brugmansia sanguinea with it's long yellow and red tubes. It's a 4 metre tree that produces an extraordinaire effect that one encounters in several different repetitions in this marvellous park. (...)
translated from: PORTUGAL Souvenirs et Impressions de Voyage by G. de Saint-Victor


PORTUGAL Souvenirs et Impressions de Voyage
G. de Saint-Victor
(...) cette ruine à coté de laquelle apparaît le premier Datura sanguinea avec ses longs tubes jaunes et rouges. C’est un arbre de 4 mètres qui produit un effet extraordinaire et que l’on retrouve à plusieurs reprises différentes dans ce parc merveilleux. (...)
original excerpt as in Jardim Formoso by Gerald Luckhurst

Dicksonia squarrosa (Forst.) Sw.

Os dois últimos exemplares de Dicksonia squarrosa em Monserrate. Mesmo o verão de Sintra não é húmido o suficiente. Esta espécie mais exigente que o Dicksonia antarctica aprecia ter o rizoma (caule) sempre molhado.

Dicksonia squarrosa (Forst.) Sw.
The two remaning specimens of Dicksonia squarrosa at Monserrate. Even Sintra's summer isn't wet enought. This species is more demanding than Dicksonia antarctica thriving best with the trunk constantly wet.

Dicas de cultivo: / Growing tips:
http://www.forestferns.co.uk/

Dicksonia squarrosa (Forst.) Sw.

Coprosma robusta Raoul.

Arbusto, erecto, até 3m. Ramos e raminhos sperading, glabros. Folhas até 13x5cm, muitas, opostas, elípticas a elíptico-oblongas ou obovadas, agudas ou obtusas no ápice, estreitando na base, recurvadas na margem, coriáceas, glabras, lustrosas e verde escuras na página superior, claras na página inferior; pecíolos até 5cm, flores com pedunculos curtos, muitas, em densos grupos; pedúnculos simples ou 3-ramificados, até 15mm.
Machos: cálice truncado ou ligeiramente 4-5-dentado, corola até 8mm, sinosoidal, 4-5-lobada.
Fêmeas:cálice truncado ou 1-2-dentado, corola até 5mm, afunelada 3-5-lobada. Fruto: oblongo ou ovóide, até 9x5mm laranja-avermelhado até amarelo. Originário da Nova Zelândia.


O exemplar feminino de Monserrate germinou no rizoma de um Dicksonia squarosa importado da Nova-Zelândia, que viria a morrer. Identificado a 25 de Março de 2009.

Coprosma robusta Raoul.
Shrub, erect, to 3m. Branches and branchlets spreading, glabrous. Leaves to 13x5cm, many, opposite, elliptic to elliptic-oblong or obovate, acute or obtuse at apex, narrowed at base, recurverd at margin, leathery, glabrous, lustrous and dark green above, pale beneath; petioles to 5 cm, flowers short-peduncled, many, in dense axillary clusters; peduncles simple or 3-branched, to 15mm.
Males: calice cupshaped, truncate or minutely 4-5-toothed, corola to 8mm, bell-shaped, 4-5-lobed.
Females: calice truncate or 1-2-toothed, corola to 5mm, funnel-shaped 3-5-lobed. Fruit: oblong or ovoid, to 9x5mm orange-red to yellow. From New Zealand.

The Monserrate feminine specimen germinated in the rizome of a New Zealand imported Dicksonia squarosa, that subsequently died. Identified at March 25th, 2009.

Fascicularia bicolor (Ruiz & Pav.) Mez

Publicou-se recentemente acerca do género Fascicularia Mez in C.F.P.von Martius & auct. suc. (eds.), Fl. Bras. 3(3): 627 (1894). Nomeadamente: Dezembro 1997 "The New Plantsman" pp. 232 – 238; Botanical Journal of the Linnean Society (1999), 129:315 - 332 E.
Charles Nelson & Georg Zizka e outros escreveram acerca de um estudo sobre este género que incluia 5 espécies na Flora Neotropica 14 parte 3 (1979). Em 1999 no Botanical Journal of Linnean Society vem um artigo mais técnico sobre o mesmo tema.
De acordo com o último, o género foi recentemente considerado monotípico apesar de Kew ainda aceitar a espécie F. kirchoffiana que no entanto é já considerada como sendo a F. bicolor ssp. canaliculata. São todas originárias do Chile. O aspecto em que parecem diferir é que a F. kirchoffiana é hemicritófita enquanto a F. bicolor ssp. canaliculata é tendencialmente epifítica.

F. kirchoffiana = F. bicolor ssp. canaliculata
F. litoralis = Ochagavia litoralis
F. micrantha = F. bicolor ssp. bicolor
F. pitcairniifolia foi deficientemente descrita e não é aceite

A ssp. bicolor tem área de distribuição sobreposta mas avança mais para norte entrando em áreas de clima Mediterrânico, como tal mais apta para as condições de Portugal. Na região mais a sul encontra-se a ssp. canaliculata. A ssp. bicolor é principalmente saxícola, o mesmo que litófila, ocorrendo em habitats rochosos costeiros. A sua folha é mais larga, plana e carnuda. A folha da ssp. canaliculata tem forma de meia cana. Parece preferir a floresta temperada e normalmente cresce como epífita.

Em Monserrate abunda a F. bicolor ssp. bicolor, plantada em taludes, não sendo hábito fixa-la em rochas ou troncos. É abundante apesar de a divisão de tufo ser o único método de propagação utilizado. Só ocasionalmente floresce, uma roseta entre centenas de tufos. O exemplar da foto teve o seu pico de floração no mês de Novembro de 2008.

Fascicularia bicolor (Ruiz & Pav.) Mez
Recent publications were made on the genus Fascicularia Mez in C.F.P.von Martius & auct. suc. (eds.), Fl. Bras. 3(3): 627 (1894). Such are: December 1997 "The New Plantsman" pages 232 – 238; Botanical Journal of the Linnean Society (1999), 129:315 - 332 E.
Charles Nelson & Georg Zizka and others wrote about a study on this genus which had 5 species in Flora Neotropica Monograph 14 part 3 (1979). In 1999 in Botanical Journal of Linnean Society there was a more technical article on the same subject.

In accordance with the last one above, the genus was recently considered monotypic in spite of Kew still accepting the name F. kirchoffiana considered to be F. bicolor ssp. canaliculata. All are from Chile. The aspect that I found that differs is that F. kirchoffiana is an hemicryptophyte species and F. bicolor ssp. canaliculata is tendencially ephypitic.

F. kirchoffiana = F. bicolor ssp. canaliculata F. litoralis = Ochagavia litoralis F. micrantha = F. bicolor ssp. bicolor F. pitcairniifolia is ill defined and is not accepted

The natural range of ssp. bicolor overlaps that of ssp. canaliculata but extends further north into areas with Mediterranean type climate, and for this reason more adequate for Portugal. The most southerly appears to be ssp. canaliculata. The ssp. bicolor is principally saxicolous, occurring in rocky habitats near the coast. It has more broad leaves, plainer and suculent. The ssp. canaliculata has caniculated leaves. It seems to prefer the temperate forest area and usually grows as an epiphyte.

In Monserrate as in the rest of Sintra, the F. bicolor ssp. bicolor is abundantly used in slopes but not fixated on rocks or tree trunks. Its abundant in spite of clump division being the only propagation method used. Only occasionally blooming, one rosete among hundreds of clumps. The specimen of the photo had it's floration peek at November 2008.


Todas as fotos são propriedade do autor excepto se mencionado. Pede-se a quem as quiser usar que peça autorização, indicando a finalidade.
All the photos are property of the author unless otherwise stated. Who wishes to use them should request authorization, indicating the purpose of use.